"O Senhor é meu pastor e nada me faltará." (Salmos 23.1)

VOCÊ CONHECE O SENHOR DESTE SALMO?

domingo, 22 de agosto de 2010

PORTAS


A Porta
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa . . .)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
(Vinícius de Moraes)



Olá, queridos leitores!

Como o assunto da vez é sobre “portas”, resolvi começar com um poeminha lá das antigas. Lembro-me que li pela primeira vez esse poema quando estava no que em minha época se chamava de Primário (hoje chamado de Ensino Fundamental). Isso foi há...bem...alguns anos – e esses "alguns anos" não vem ao caso.
Naquela época nem existia esse tal de ‘blog’ e eu nem sonhava que um dia teria um e estaria, através dele, pregando o Evangelho de Cristo. Deus tem mesmo dessas coisas.

Meu bom! E por falar em “naquela época” e “minha época”, confesso que eu ainda estou tentando me acostumar com esses termos, pois dá a impressão de que estou ficando velho!
Bem, eu prefiro pensar que não estou ficando velho. Como diria Mário Sergio Cortella (filósofo, educador e escritor) quem fica velho/velha são as coisas, pois elas “nascem” prontas e vão se gastando ao longo do tempo. E nós, como não nascemos “prontos”, vamos nos fazendo com o passar dos anos. Hoje posso dizer que eu, o Eduardo, sou eu em minha mais nova versão – a 3.0 turbo. Logo mais, em dezembro, dia 17 mais precisamente, farei um upgrade para a versão 3.1 turbo Power Golden Plus. hahauahah

Muito bem, “filosofadas” à parte, vamos ao que interessa. Como eu havia dito, o assunto que resolvi trazer desta vez é sobre “portas”.
A Bíblia relata algumas passagens que falam sobre portas, e eu escolhi uma delas em especial para o texto de hoje.   
Nesta passagem, Jesus começou a falar a respeito de duas portas: uma estreita e uma larga. Até aí, nada de mais.
Antes de continuar, caso algum dos meus leitores não tenha muita familiaridade ou não conheça a Bíblia, eu só gostaria de dizer que as pregações de Jesus eram ricas em comparações entre a nossa condição como filhos (ou não) de Deus e as coisas do cotidiano. Ele não usava um discurso muito elaborado e nem palavreado sofisticado. Era simples e objetivo, porém, de uma profundidade exata. As palavras de Jesus não eram nenhuma forma de aconselhamento barato de auto-ajuda como: busque sua paz interior, viva em harmonia com o ambiente, seja paciente, feche os olhos e pense num campo florido, ou coisas desse tipo. Alguns desavisados tem aquela velha mania de colocar tudo no mesmo patamar e dizer que Jesus foi um bom e sábio homem como muitos outros e que deixou muitos ensinamentos para a humanidade.
Até peço desculpas a quem pensa desta forma, mas, um homem que dizia ser o filho de Deus, afirmava que podia perdoar pecados, assumiu ser a Verdade, o Caminho e a Vida, e mesmo tendo todas as prerrogativas e poder de salvar-se da cruz e poupar-se do sofrimento, abriu mão disso por amor a você e a mim, não é possível conceber a ideia Jesus tenha sido apenas um grande mestre ou a benevolência em pessoa.

Por isso eu digo que não só as palavras, mas muito mais as atitudes de Jesus tinham destino certo e, assim como flechas ao alvo, Ele sabia exatamente onde queria chegar: na caixa preta do nosso coração, lá onde ninguém quer ser incomodado.
O texto que separei mostra um pouco disso tudo que acabei de falar. Jesus disse o seguinte:

13Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” (Mateus 7.13-14)

A primeira vista parece ser uma recomendação simples que Jesus está fazendo, mas nada do que Jesus diz é tão simples assim. Jesus fala de duas portas: uma ESTREITA e outra LARGA; dois caminhos: um ESTREITO e outro LARGO; dois destinos: a VIDA ou a PERDIÇÃO.
Mas, o que seriam estas portas, caminhos e destinos?
Para entender um pouco mais a respeito dessa passagem, temos que saber o que Deus deseja de nós como filhos.
De forma bem resumida (para não tomar muito tempo) no mínimo devemos ter em mente que Deus chama seus filhos para serem santos. Quando se fala em santo, a ideia que geralmente se tem é de uma pessoa perfeita, sem defeito, digno de ser canonizado. No sentido bíblico, a palavra “santo” basicamente tem o significado de “separado”. Ao aceitar Jesus como Senhor e salvador, estamos declarando que somos separados para Ele, somos propriedade exclusiva de Deus e, na condição de filhos, por amor, nos submetemos à vontade do nosso Pai.
É fácil confundir essa atitude que nós cristãos temos, com a ideia de que somos perfeitos ou melhores que os demais. Nós sabemos que não o somos, e por isso nos deixamos trabalhar constantemente por Deus, para sermos aperfeiçoados. Essa é uma atitude de entrega diária, e não é nada simples. Muitas pessoas se acham boas, mas tente ser realmente bom e veja o que acontece.

Nesse contexto, como somos santos, ou seja, separados para Deus, procuramos viver de modo que as pessoas percebam uma diferença em nosso modo de ser. Isso é uma questão de lógica, pois se é para viver como todo mundo, então não faz sentido seguir a Cristo. E eu digo uma coisa para vocês meus amados: fazer a diferença hoje em dia não é nada fácil. É como ter que nadar contra a maré, pois nos privamos de algumas práticas que o mundo julga serem normais como, por exemplo, sexo antes do casamento, baladas, festas com bebedeiras, ficar com várias meninas ou meninos, busca por status social, prazer, poder, dinheiro e coisas do gênero. Esses são só alguns exemplos (os mais escancarados), pois há muito mais situações na área do convívio social nas quais os que desejam seguir a Cristo procuram fazer a diferença. Situações essas que só exercitando e colocando a fé em prática no dia-a-dia é que será possível descobrir.
São atitudes que parecem não surtir efeito algum, mas é como eu disse antes, tente ser realmente bom e veja o que acontece.
Nós – e eu falo de mim também – temos que trazer sempre à memória que, por natureza, não somos bons e a nossa tendência é sempre nos afastarmos de Deus e satisfazer as nossas vontades. Jesus diz que aquele que pretende segui-lo deve negar-se a si mesmo. Pode parecer mais um daqueles conselhos que já estamos cansados de escutar: “você deve desapegar-se das coisas materiais”. Mas Jesus vai além: em seguida ele diz: tome a sua cruz, e siga-me. E vai mais além ainda: Jesus diz que quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar, nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo, por amor a Ele e por causa do evangelho, terá a vida verdadeira. (Marcos 8.34-35).

É provável que muitos dos que me leem agora, pensem que irão perder sua “liberdade” ao aceitar a Cristo e talvez interpretem a conversão como proibições determinadas pela igreja e, portanto, uma espécie de prisão. Curiosamente, antes de aceitar a Cristo, eu também pensava que se me convertesse estaria entrando nessa “prisão” do tipo: você não pode fazer isso, você não pode fazer aquilo, etc. Mas, surpreendentemente eu descobri que sou mais livre do que nunca. Não sou obrigado, por exemplo, a fazer coisas que eu não quero só para ser aceito por um determinado grupo. Além disso, eu entendi que o não de Deus é o sim da vida. A Palavra de Deus diz que podemos fazer tudo o que queremos, mas que nem tudo é bom e nem tudo é útil. (I Coríntios 10.23)
Talvez por não saberem disso, há poucos que encontrem a porta estreita: “14E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” (Mateus 7.14)

Objetivamente é esse o caminho estreito, que leva à PORTA ESTREITA que conduz a VIDA. Isso não quer dizer que você entrará num regime de segregação como o apartheid, pois com certeza saberá o que é ter uma vida de alegria verdadeira.

A porta que leva a vida não tem vontade própria como aquela do poeminha. Ela está aberta para você, para mim, pro menininho, pra cozinheira, pro namorado, pro capitão e inclusive para aqueles deram uma xingadela na porta chamando-a de burra. Mas lembre-se: há só um caminho para chegar lá, e esse caminho é Jesus, e ninguém que escolher este caminho será mais o mesmo.

E a PORTA LARGA? Como disse Jesus: por ser espaçoso (aparentemente o mais prazeroso) o caminho, são muitos os que entram por ela. E o destino? Bem, você e eu já sabemos.

Quero sempre pedir em minhas orações ao Senhor Deus, o único digno de receber algum louvor, que Ele de o entendimento necessário a cada um dos meus leitores, e que eu possa continuamente ser usado como instrumento de benção para engrandecer o seu nome. Amém!

Um grande abraço, e fiquem todos na Paz do Senhor Jesus.

PS: o que vem por aí?!
Identidade. Qual é a sua?

terça-feira, 20 de julho de 2010

E o Diabo? Onde ele ficou nessa história?


Olá, queridos leitores!

Com um frio desses não dá nem coragem de sentar pra escrever...brrrr. Mas como valente e destemido blogueiro que sou, preparei uma caneca de Toddynho quente, depois calcei minhas pantufas de Polvo Paul (aquele metido a adivinhão dos jogos na Copa), vesti as luvas do Mickey e a toquinha do ursinho Pooh e, agora que estou equipado, mãos à obra! (creec!)

Nos últimos cinco posts tratei de um assunto delicado que rendeu um bocado de caracteres. Apesar de eu ter mencionado várias vezes que estava propondo uma reflexão a respeito dessa falsa ideia de que “todos os caminhos levam a Deus”, alguns entenderam que eu apenas estava “malhando o pau” em outras religiões – ainda que eu não tenha citado religião alguma. Se eu causei esta impressão, acredito que tenha sido por ter falado de forma tão direta principalmente às pessoas (e não das pessoas) que estejam envolvidas em alguma das doutrinas que mencionei. Foi uma crítica dura, eu sei. Mas quem leu com atenção pode perceber que o meu empenho não se limitou a uma crítica vazia, pois criticar desta forma seria extremamente fácil. Pregar o Evangelho de Cristo significa ao mesmo tempo confrontar e confortar. Não sou nenhum “super herói cristão” e não me sinto o libertador dos “frascos e comprimidos”, somente quero mostrar a estas pessoas o Evangelho de Cristo como ele é: poder transformador de vidas, e não um conjunto de regrinhas a serem seguidas; e que Deus se preocupa, sim, com os caminhos que tomamos.

Mas vamos ao assunto da vez: o diabo, satanás, lúcifer, capeta, o coisa ruim, ou como queriam chamar. Se aquelas titias beatas lessem meu blog, certamente estariam fazendo o sinal da cruz e esconjurando: Ave Maria! Cruz-credo! Deus me livre! Se fosse o Padre Quevedo, então? Seguramente ele diria “isso non ecziste!”.

Falando sério agora, quem acompanha minhas postagens com certeza não me viu mencionar coisa alguma sobre o diabo e tampouco o inferno. E onde eles ficam nessa história toda afinal?
Quem pensa que eles não existem, se engana. Eles existem, sim! O diabo, não na forma como geralmente as pessoas pensam: uma carranca com chifres, rabo e um tridente na mão. Isso é puro folclore. Assim como é um folclore, por exemplo, a aparência física de Jesus; a “maça” que a Eva comeu (que não era maçã coisa nenhuma, a Bíblia relata apenas que era o fruto da árvore do conhecimento); os “três Reis Magos” que foram visitar Jesus em Belém quando Ele nasceu (que não eram reis e muito menos três – andaram até dando nome pros sujeitos: Gaspar, Belchior e Baltasar). E assim surgem figuras folclóricas e superstições que nada ou pouco tem a ver com o que a Bíblia ensina.
Mas como eu ia dizendo, o diabo existe assim como demônios também existem. O interessante é que a Bíblia afirma que eles também creem em Deus. Mas eles creem e estremecem. (Tiago 2.19).
Quanto ao inferno, um fato que chama atenção nos Evangelhos escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João, é que Jesus falava com tanta freqüência a respeito do inferno quanto falava a respeito do céu.

Vivemos num mundo onde comumente as pessoas são induzidas a ver um diabo satirizado pelos irreverentes, quase que um velho bonachão que gosta de pregar umas peças por aí; ou então como o “grande terrível diabo”, digno de um protagonista de filmes de terror. Nenhuma dessas duas maneiras de interpretá-lo é conveniente.
É importante saber que a tática do diabo nunca é mostrar-se como aquelas figuras horrendas das gravuras que estamos acostumados a ver. Muito pelo contrário. Ele virá com propostas tentadoras e aparentemente inofensivas, apresentadas de forma que você só irá perceber a armadilha quando for tarde demais.
Por isso, é muito importante ver o diabo sob a ótica da Palavra de Deus, e não através de pinturas, filmes, contos de terror ou da maneira como ele foi idealizado lá na Idade Média. A Bíblia nos dá elementos suficientes para reconhecermos o que vem ou não de Deus. Além disso, a Palavra nos fornece toda arma para lutarmos contra um inimigo que tem convertido em mau tudo o que Deus criou bom.
Na carta que o Apóstolo Paulo escreve à igreja de Éfeso, ele nos indica quais são estas armas e alerta a estamos sempre vigilantes. Devemos vestir toda armadura de Deus, a couraça da justiça, cobrir-nos com a verdade, tomar o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. (Efésios 6.10-20)
Não se trata de fazer de nossas vidas uma batalha épica, mas temos que estar cientes de que há um mundo espiritual com o qual digladiamos continuamente, mesmo sem percebermos. Para quem luta ao lado de Cristo, a vitória é certa. Para quem preferir aliar-se aos rebeldes, não posso nem desejar boa sorte, porque não terão  

Não tenho muito mais o que dizer sobre o diabo, a não ser que ele simboliza toda rebeldia contra Deus – e o lugar dele, e de todos os que se rebelam contra Deus, já está preparado.
O inferno é tão real quanto o céu. Alguns dizem que o inferno já está sendo aqui na Terra. Essas pessoas realmente não sabem o que dizem. Engana-se também quem pensa que o inferno está reservado apenas para pessoas más: o maconheiro da sua rua, a prostituta, o político corrupto, os assassinos, e toda sorte de gente “ruim mesmo”. Os ateus, então!? São os primeiros da fila.
Quero dizer que o inferno está repleto de pessoas que se achavam boazinhas demais e que não precisavam desse tal de Jesus; ou até mesmo de pessoas que se denominavam religiosas e se julgavam piedosas.

Bem, vou parando por aqui. Creio que eu tenha eu tenha deixado algumas dúvidas, mas a minha pretensão nunca é de dar todas as respostas, e sim de começar a mover as engrenagens de alguns corações enferrujados. Além disso, prometi não me alongar demais nos meus textos – que é pra não ficar muito cansativo. Então, aguarde e não perca o próximo post!

Para finalizar, quero deixar um pequeno trecho de um livro de Clive Staples Lewis (ou C.S. Lewis) – um dos meus autores cristãos preferidos.
   
"– Você quer mesmo, na época em que vivemos, trazer de novo à baila a figura do nosso velho amigo, o diabo, com seus chifres e seu rabo?"
– Bem, o que a "época em que vivemos" tem a ver com o assunto, não sei. Quanto aos chifres e ao rabo, não faço muita questão deles. Quanto ao mais, porém, minha resposta é "sim". Não afirmo conhecer coisa alguma sobre a aparência pessoal do diabo, mas, se alguém realmente quisesse conhecê-lo melhor, eu diria a essa pessoa: "Não se preocupe. Se você realmente quiser travar relações com ele, vai conseguir. Se vai gostar ou não da experiência, isso é outro assunto." (Cristianismo puro e simples)

Um grande abraço e fiquem na Paz do Senhor Jesus.

PS: o que vem por aí?!
Portas.

sábado, 10 de julho de 2010

CONSOLIDANDO IDEIAS. QUERO MUDAR. E AGORA?!


Olá, queridos leitores!

Depois de quaaaatro longos capítulos sobre o tema “Todos os caminhos levam a Deus?!”, achei por bem consolidar as ideias e esclarecer possíveis dúvidas que eu possa ter deixado ao longo do caminho. Digo isso porque eu sempre tenho que lembrar que estou escrevendo não só para cristãos, mas também para pessoas que de certa forma já ouviram falar de Jesus, até creem nEle, declaram-se simpatizantes de Cristo, aceitam Jesus como um “grande mestre”, um “grande líder”, mas ainda não conseguiram entender o que significa o Evangelho de Cristo e o que significa seguir  Jesus verdadeiramente, pautando suas vidas pela Palavra não extraindo só o que for conveniente e deixando os demais preceitos de Deus de lado. Então vamos aos esclarecimentos:

Ponto 1: penso que para quem não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve. Por todas as razões que mencionei nos posts anteriores, não creio que todos os caminhos levem a Deus. A prova de que nem todos os caminhos conduzem ao Senhor, e à salvação, fica bem evidente quando se compara a Palavra de Deus com os atalhos criados pelas religiões através de seus ensinamentos deturpados os quais são inaceitáveis perante Deus. Os princípios e preceitos de Deus não estão na Bíblia para enfeite. A história contada, na Bíblia, acerca de Israel como povo de Deus, é hoje a nossa história. É impressionante como os mesmos erros daquele povo são cometidos da mesma forma nos dias atuais. E tudo por causa da dureza do coração do ser humano, que teima em desobedecer a Palavra de Deus.
Quero dizer também que não sou adepto de ecumenismos, mas estou aberto a possíveis esclarecimentos. Além disso, na obra de Deus, os fins não justificam os meios. Jesus e os apóstolos, por exemplo, não abraçaram as crenças dos deuses gregos e romanos em prol do Reino de Deus ainda que houvesse algum ponto em comum entre o que eles pregavam. Jesus sempre foi enfático acerca do Caminho e da salvação e declarou: “eu sou o Caminho”, “quem não é por mim é contra mim”, “quem comigo não ajunta, espalha”, etc. Infelizmente muitas pessoas conhecem apenas aquele Jesus das gravuras pintadas por artistas: um ser quase que mitológico, angelical, de cabelos compridos, olhinhos claros, segurando uma ovelhinha no colo, etc.

Ponto 2: quando menciono o Evangelho de Cristo, não estou apenas me referindo aos quatro evangelhos da Bíblia escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Quando escrevo “Evangelho de Cristo”, falo de toda a Bíblia em si, mas principalmente do Novo Testamento e do apóstolo Paulo, que foi o intérprete da mente de Cristo e trabalhou muito junto com os demais apóstolos para instituir as primeiras igrejas cristãs – sempre centrados, é claro, na sã doutrina – onde não era ensinada nenhuma das heresias que abordei anteriormente. Só quero esclarecer que não considero Paulo o maior e nem o menor dos apóstolos. No Reino de Deus não é assim que as coisas funcionam. Cada um dos apóstolos teve sua importância.

Ponto 3: NÃO! Não odeio as pessoas que estejam envolvidas com alguma das heresias ou doutrinas que mencionei nos posts anteriores. Muito pelo contrário, eu amo verdadeiramente a cada uma dessas pessoas e, por isso, tenho o desejo de compartilhar a preciosidade da Palavra de Deus vista com lentes limpas, e não através de dogmas, tradições e preceitos inventados por religiões. Acredito que muitas dessas pessoas estejam, de fato, tentando buscar a Deus. Mas elas precisam ser alertadas de que, à luz da Bíblia que elas mesmas usam, estão sendo enganadas, iludidas, justamente por não conhecerem, de fato, a Palavra e, por isso, precisam urgentemente despertar. Muitos irão espernear, ficarão indignados, se sentirão ofendidos ou, o que é pior, ficarão indiferentes. Argumentarão dizendo: sou “Testemunha Cristólico Universálico da Congregação da Tradição Espirituológica” e não quero mudar, pois nasci nessa religião e não vou sair dela porque, afinal, “o importante é se apegar em alguma coisa”. Esse comportamento já era esperado, pois a Bíblia mesmo diz: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme os seus próprios desejos;” (II Timóteo 4:3). Em outras palavras, por não aceitar a verdade, cada um vai procurar o que é melhor para si.
No mais, não tenho mais nada a dizer sobre isso. Infelizmente há pessoas que quando você aponta para algo belo, elas ficam prestando atenção apenas na ponta do seu dedo. Aos que insistirem em permanecer no erro, se tiverem alguma coisa a reclamar, que orem e se acertem com Deus. Quero que saibam que eu não tirei nada da minha imaginação, apenas trouxe à reflexão o que a Palavra de Deus diz. Não sou e nem quero ser o dono da verdade. Jesus é a verdade. A Palavra de Deus é a verdade. Para Jesus não tem essa historieta de que “tudo é relativo”. Agora não há mais desculpas, e ninguém poderá chegar diante de Deus e dizer: “ah! Mas eu não sabia”. Se estas pessoas amam verdadeiramente a Jesus, então que provem isso obedecendo a Palavra de Deus, e não indo atrás de preceitos, princípios e interpretações inventadas por seres humanos.

Ponto 4: aos que entenderam qual foi a minha proposta e desejam sinceramente aceitar a Cristo, quero dizer que, felizmente, há igrejas que ainda tem um compromisso sério com a Palavra de Deus e não se desviaram do Caminho e da sã doutrina.
Eu até poderia mencionar algumas dessas igrejas que pregam de forma sóbria o que a Palavra de Deus ensina – até mesmo a que eu frequento – , mas confesso que, para mim, esta é a parte mais difícil desde que comecei a escrever sobre o assunto. Creio que ao denunciar algumas das principais heresias e falsas doutrinas, pude pelo menos criar uma pons asinorum*. Além do mais, eu sei que não sou responsável pelo trabalho todo.
Se você leu com atenção todo conteúdo das quatro últimas postagens, deve ter constatado que crer também é pensar. Eu costumo dizer que, quando você se arrepende, Deus apaga os seus pecados, e não o seu bom senso.
Então, procure alguma igreja, faça uma visita, converse com o pastor, conheça as pessoas, faça novas amizades, frequente o estudo bíblico, conheça mais sobre a Palavra de Deus e descubra quem realmente é você, quem é Jesus e qual o propósito de Ele ter morrido numa cruz. Ouça com atenção as pregações e fique de olho nas esquisitices, heresias e falsas doutrinas, como essas que eu mencionei. Mas lembre-se do que eu falei sobre não haver igreja perfeita. Mesmo a igreja tendo um compromisso com a verdade da Palavra, temos que lembrar que ela é composta de pessoas, e pessoas decepcionam. Mas há um que nunca decepciona: que é Jesus.
Como eu havia dito no final do post anterior: não se deixe enganar por falsos mestres, ensinamentos e doutrinas. Deus ama você e quer usá-lo como instrumento de benção para ensinar a outros, por meio do verdadeiro amor, e de sua Palavra, o caminho de volta para casa.

Um grande abraço e fiquem na Paz do Senhor Jesus.

Post scriptum: o que vem por aí?!
E o Diabo? Onde ele ficou nessa história?

*pons asinorum: expressão em latim que significa “ponte dos burros”. O sentido real da expressão é o de oferecer ajuda para pessoas inexperientes.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS?! (PARTE 4 - FINAL)


Olá, queridos leitores!

ADVERTÊNCIA! / WARNING! / ACHTUNG! / ATTENTION! / ATTENZIONE!
Se você não leu os três posts anteriores sobre o assunto, então recomendo que nem passe deste parágrafo. São extensos – eu sei –, mas é fundamental que você leia cada um deles com atenção.
Dicas e truques do Kokinho! Pra quem não sabe, Kokinho sou eu (é uma longa história...heheh).
Copie um a um, cole em sequência num arquivo do Word e depois imprima. Assim fica mais fácil ler o conteúdo na integra e saber do que se trata.

Depois da “pausa para o café” (que durou quase uma semana), vamos continuar separando o joio do trigo. Considerações ao final do texto.

Há algumas instituições diferentes entre si, mas elas tem em comum todas as características de uma seita e por isso podem assim ser denominadas. Constantemente mudam de doutrina, usam fontes de autoridade extra Bíblicas, ou seja, usam livros escritos por seus lideres/fundadores que geralmente alegam terem recebido “novas revelações” de Deus e, por isso, estes afirmam serem os únicos porta-vozes de Deus para a humanidade neste tempo. Com esse tipo ensinamento enganam seus adeptos, pois tudo o que Deus tinha para registrar já está na Bíblia e não é necessário nenhuma “nova revelação”. Estes livros chegam a ter a mesma importância que a própria Palavra de Deus. Alguns ensinam que não se deve comemorar aniversário, nem natal, nem ano novo, nem páscoa e nem outras datas, sob alegação de que comemorar tais datas é coisa das pessoas do mundo e não para o povo de Deus. Afirmam que quem desobedecer essas regras (que, diga-se de passagem, são criadas pela instituição ) estará pecando contra Deus.
Ok. Que algumas dessas datas perderam seu real sentido e tornaram-se apenas comércio, vá lá. Estou de pleno acordo. Mas penso que Deus não está preocupado com o fato de comemorarmos ou não essas datas, mas a forma como comemoramos, ou seja, se o fazemos com espírito de gratidão juntamente com amigos e familiares para agradecer pelas bênçãos (inclusive uma oportunidade para dar um bom exemplo e pregar o Evangelho); ou se comemoramos com bebedeiras, gritarias, brigas ou de outras formas que não nos acrescentam nada na vida e ainda servem de mau exemplo para os outros.
Quando tentam argumentar suas doutrinas, pulam de uma passagem para outra confundindo as pessoas. Tem ainda a proibição da transfusão de sangue, que nada mais é do que uma interpretação desastrosa e forçada de passagens bíblicas que falam sobre a lei do povo hebreu, onde era ordenado a abstenção de COMER sangue de animais. Vou mostrar pelo menos dois textos bíblicos usados por estas instituições para ensinar seus adeptos que não se deve aceitar a transfusão de sangue.
O primeiro texto é o seguinte: “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis COMER” (Gênesis 9.4) (grifo meu).
O segundo texto é: “Pois a alma de todo tipo de carne é seu sangue pela alma nele. Por conseguinte, eu disse aos filhos de Israel: “Não deveis COMER o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é seu sangue. Quem o COMER será extirpado.” (Levítico 17.14) (grifo meu). Ambas as passagens bíblicas estão localizadas no Antigo Testamento.
No livro de Levitico (que eu acabei de citar) há uma passagem no capítulo 7, versículo 3, onde é ordenado a abstenção de COMER gordura animal. Veja o texto: “Fala aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma GORDURA de boi, nem de carneiro, nem de cabra COMEREIS;” (grifo meu). E então? Como ficam as coisas nesse caso?
Como eu havia dito em outro momento, é preciso lembrar que, ao interpretar algumas passagens da Bíblia, deve se levar em consideração o contexto cultural e histórico da época. Vou dar uma breve explicação para que você compreenda um pouco melhor. Na antiga aliança de Deus com seu povo, era comum o sacrifício de animais como: o cordeiro, bois, cabritos, etc. Estes sacrifícios eram queimados num altar como oferta pelo pecado do povo, e o sangue era aspergido, pelo sumo sacerdote, num local chamada Santo dos Santos. Era uma maneira simbólica de ter os pecados perdoados e, por isso, o sangue era importantíssimo, pois ali estava contida vida do animal. Ao oferecer sacrifício, a pessoa deveria ter a consciência que uma vida inocente foi, ali, sacrificada por causa do pecado dela. Esse ritual era feito pelo menos uma vez por ano. Hoje, há uma nova aliança de Deus com a humanidade através da pessoa de Jesus. O sangue de Jesus foi derramado por mim e por você naquela cruz. Nós somos os mereciam estar lá, mas Jesus, por amor, foi em nosso lugar.
Como o próprio Jesus declarou: 13Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.14 Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu os mando.” (Lucas 15.13-14)
É daí que vem a importância dada ao não COMER sangue. No Novo Testamento, a abstenção do COMER sangue (assim como carne de animais sufocados) é mantida, válida e, portanto, deve ser obedecida. Mas isso nada tem a ver com transfusão.

Mas não para por aí. Virá o argumento da alimentação intravenosa que é, por exemplo, quando tomamos soro pela veia. O que?! Você não havia pensado nisso?! Deixa que eu te ajudo. Sangue (até onde eu sei) não é alimento e, portanto, não há problema algum em receber transfusão.
Os adeptos das instituições em questão, e outras similares, são sistemáticos, organizados, metódicos e bem treinados. O grande perigo disso tudo é que eles são levados a uma cegueira espiritual, pois em pouco tempo estarão fazendo tudo o que a religião quer e não estarão necessariamente fazendo a vontade de Deus. Pessoas levadas a ter muito zelo pela Bíblia, porém, sem o entendimento correto e necessário.
Um dos grandes erros é usar passagens e versículos isolados, fora de contexto, e interpretá-los de forma negligente e tendenciosa. É de grande importância saber que a Bíblia é um conjunto; ela foi feita para ser estudada, e não apenas lida; e interpretá-la fora do contexto histórico será um desastre total. Como aprendi: texto da Bíblia sem contexto é pretexto para heresia.

Passemos agora para reflexão sobre outro tipo de doutrina disseminada por pessoas que também utilizam a Bíblia como uma de suas fontes de ensino. Devo lembrar que, assim como as outras que mencionei anteriormente, estas também usam a Bíblia de forma seletiva, flexionado-a para encaixá-la em seus princípios. Entre seus principais ensinamentos estão a reencarnação e a comunicação com os mortos, dentre outras heresias.
A verdade é que esse tipo de ensinamento é muito atraente, porque visa “explicar” e dar “respostas” a muitas questões que a Bíblia supostamente não deixa claro. Volto a lembrá-los do que eu disse anteriormente: devemos procurar entender que a Bíblia não tem a intenção de responder a tudo o que nós queremos saber. Mas ela ensina o que nós precisamos e devemos saber.
O problema é quando estas respostas são dadas de forma totalmente desonesta por alguém despreparado que ansiava por responder aquilo que não precisava ser respondido. Na verdade, o que esta pessoa conseguiu foi apenas cavar mais um abismo entre o ser humano e Deus.
A linha mais conhecida dessa doutrina de reencarnação e comunicação com mortos surgiu quando um cidadão pegou a Bíblia e interpretou-a da forma como achou melhor, não levando em consideração o resto do contexto bíblico. Escreveu vários livros e, em um deles, ensina que algumas pessoas (os chamados médiuns) tem sensibilidade para se comunicar com espíritos e que elas podem se comunicar também com entes queridos que já faleceram.
As pessoas acham que vida espiritual é brincadeira, que podem sair por aí falando com quem já morreu, recebendo espíritos como se fosse o “fantasminha camarada”, sem saber com o que realmente estão lidando. O preço pago por quem insiste nesse tipo de prática é caríssimo, pois estão desobedecendo a um preceito que Deus deixou claro em sua Palavra. Além disso, neste caso, não compete a nós ficarmos especulando, e tão pouco faz diferença saber, o que acontece após a morte. Importa é que nós nos preocupemos com a nossa vida aqui e agora, pois não haverá outra chance para concertar os erros. Veja o que a Palavra diz: 27E, como ao ser humano está ordenado morrerem UMA VEZ, vindo depois disso o juízo,28 assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Hebreus 9.27-28) (grifo meu)
Como eu disse no meu primeiro post: Jesus não veio pregar um conjunto de ideias para que tenhamos um mundo melhor, pois de bons conselhos o mundo já está abarrotado. Jesus também não foi nenhum anjo e não foi nem de longe um “espírito evoluído” que reencarnou. Se, por exemplo, essa teoria de reencarnação fosse verdade, não faria nenhum sentido a morte de Jesus na cruz. Se assim fosse, Ele não precisaria ter passado por tudo que passou. Jesus apenas teria dito claramente: sejam bonzinhos, e um dia vocês chegarão ao meu nível.
O fato para o qual muitos não se atentam é que a Bíblia, a mesma que o tal cidadão usou para apoiar seus ensinamentos e usou também como fonte para escrever seus livros, a mesma Bíblia afirma categoricamente que Deus ABOMINA a prática de consulta a espíritos e aos “mortos”. Esta e outras partes da Bíblia foram DESONESTAMENTE deixadas de lado simplesmente para criar um deus segundo suas próprias concepções. Quando se faz este tipo de coisa, os resultados são extremamente catastróficos.
Outro ensinamento, nesta mesma doutrina, é que a salvação é obtida pela própria pessoa, por meio da caridade, ou seja, por meio das boas obras – ensinamento este que está completamente em desacordo com o que a Bíblia diz. A Palavra ensina que a salvação não é por mérito (para que ninguém se glorie, ou seja, para que ninguém se ache “o tal” ou merecedor), mas a salvação é pela GRAÇA e pela FÉ em Jesus Cristo e que isso não vem de nós, mas é dom GRATUITO de Deus.

Note que a doutrina de “salvação” pelas obras nada tem a ver com o amor ao próximo o qual Jesus ensinou, pois a pessoa vai fazer as boas obras porque ela quer se dar bem na “próxima vida”. Então eu pergunto: que “amor” é esse que visa uma contrapartida? Desculpem-me, mas isso pra mim é barganha.
O contraste entre o Evangelho de Cristo e esse tipo de “amor” é gritante. As boas obras são importantes sim, mas quem as pratica visando uma contrapartida estará enganando a si mesmo. O Evangelho de Jesus é tremendamente maravilhoso porque ensina a amar verdadeiramente as pessoas pelo simples fato de amar. Não para sermos salvos, não para recebermos bênçãos, não por medo de irmos para o inferno, mas porque fomos amados primeiro por Deus.

Enfim.. todas essas doutrinas/crenças/heresias que eu citei – e outras similares místicas e derivadas – trabalham com ensinamentos sobre o poder do pensamento positivo, poder da mente, auto-ajuda, adivinhações e uma série de preceitos e regras os quais têm alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação do próprio ser humano.
As demais eu nem vou comentar porque não valem a pena este esforço, pois é um emaranhado de crendices e superstições sem nexo e toda sorte de misticismos e esoterismos que não servem nem para fábulas infantis.
São, na verdade, um conjunto de princípios e ideias muito bem maquiados que, no fundo, levam as pessoas para o individualismo, onde cada um busca o que é melhor para si. Até usam a Bíblia como acessório, mas da maneira que melhor lhes convém, é claro. Infelizmente há pessoas que querem que a Bíblia diga aquilo que elas querem ouvir e, por isso, procuram seus próprios interesses em religiões e não no Evangelho de Cristo como deveriam.
Até aqui está cada vez mais difícil acreditar que todas as religiões, ou todos os caminhos, levam a Deus e que o importante é se apegar/acreditar em alguma coisa. 

Para finalizar eu quero dizer que Deus nos deu a liberdade de escolha, mas nunca disse que qualquer caminho levaria a Ele.
Essas doutrinas e ensinamentos que mencionei nos últimos dois posts, são atalhos criados por seres humanos com a intenção de aproximar (ou não) as pessoas de Deus. Acredito que alguns poderiam até estar bem intencionados. Se tiveram uma boa intenção, tiveram também uma péssima ideia de perverter e distorcer a Palavra de Deus para criar uma religião ou seita própria com seus dogmas, tradições e ensinamentos tortuosos. Erraram, e erraram feio, pois o Evangelho de Cristo é auto-suficiente e não necessita que seja acrescentado mais nada a ele, pois Deus fez a obra completa através da pessoa de Jesus.  
Jesus afirmou categoricamente: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
Jesus não disse: eu sou UM dos caminhos; Ele disse: EU sou O caminho. Também não disse: eu sou UMA verdade; Ele disse: EU sou A verdade. E o caminho é estreito, e a verdade é dura, mas Deus terá o maior prazer em nos ajudar na caminhada. Pois Ele sabe que somos incapazes de nos salvar a nós mesmos.

O que eu costumo dizer sempre é que Deus nos dotou de inteligência – tá certo que uns nem tanto – e nos deixou sua Palavra para que tivéssemos um norte para nossas vidas. Deus deixou alguns princípios e preceitos importantíssimos que precisam ser observados para que não caiamos nestas armadilhas de heresias e falsos ensinamentos e doutrinas. A Bíblia está ao alcance de qualquer um. Felizmente vivemos num país livre onde podemos ter acesso a Palavra de Deus e, por isso, não há desculpa para permanecer no erro. Felizmente há também igrejas sérias, que tem compromisso com a Palavra e procuram ser coerentes com o que Jesus ensinou.

Deus é amor, dizem. Muitos usam esta frase como pretexto para permanecer no erro. Se você é um desses, lamento informá-lo: Deus é amor, sim! Mas o AMOR de Deus nunca esteve desvinculado da VERDADE e da JUSTIÇA de Sua Palavra.

No mais, eu vim simplesmente pregar o Evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para a salvação dos que creem. Deus não quer sacrifícios religiosos. Ele quer ter um relacionamento pessoal com você, assim como um pai que ama o filho. Examine seu coração e diga se você realmente deseja ter um relacionamento sincero com Deus. Ore (não faça uma “reza”) e peça para Jesus entrar na sua vida, peça que Ele mostre o caminho a você. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. (Jeremias 29.13). Assim Deus promete em sua Palavra.

Não se deixe enganar por falsos mestres, ensinamentos e doutrinas. Se, por acaso, você se encontra envolvido(a) com alguma dessas heresias que eu mencionei (mas entendeu que Deus, através de sua Palavra, deixou princípios que são invioláveis) e sentiu o desejo de mudar, então, por favor, não perca  próximo post.
Deus ama você e quer usá-lo como instrumento de benção para ensinar a outros, por meio do verdadeiro amor, e de sua Palavra, o caminho de volta para casa.
Quando o ser humano ouve, Deus fala. Quando o ser humano obedece, Deus age.

Que Deus abençoe grandemente a cada um dos vitoriosos que conseguiram chegar até aqui. E que Ele dê a medida de entendimento necessária a cada um.

Um grande abraço e fiquem na Paz do Senhor Jesus.

PS: o que vem por aí?!
Consolidando ideias. Quero mudar. E agora?!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS?! (PARTE 3) - Separando o joio do trigo.


Olá, queridos leitores!

Dando sequência ao circuito de posts “Todos os caminhos levam a Deus?!”, vamos à terceira parte desse tema. Eu sei, eu sei....demorou pra chuchu para sair esse post. Prometo que não serei mais negligente e que escreverei com mais frequência. Estou pensando em textos menores – umas cronicazinhas, quem sabe.

Muito bem. Se você não leu os posts anteriores, mais uma vez recomendo que faça isso antes de continuar. Oras bolas, deixe de ser preguiçoso(a), vai lá no primeiro e no segundo post, leia tudinho (leitura dinâmica não vale hein!) e depois comece a ler este terceiro. Faço esta recomendação para que você entenda desde o início qual é o meu propósito e não saia por aí falando abobrinhas. Isso até tem um pouco a ver com o conteúdo do que vou escrever agora. É preciso examinar o contexto com cuidado, e refletir sobre ele para não correr o risco de sair por aí falando bobagens.
E por falar em contexto, não posso continuar sem antes falar sobre a Bíblia. Sim! Ela mesma! Aquela “velha coleção de livros”, “ultrapassada” e com “vocabulário difícil de entender” e que serve de enfeite em muitos lares para mostrar uma certa religiosidade; ou serve também como amuleto para espantar mau olhado, olho gordo, maus fluidos e por aí afora. Geralmente ela fica na sala, ou no quarto perto da cabeceira da cama, aberta no Salmo 23 “O Senhor é meu pastor...” (ou em qualquer outro salmo). Nem vou comentar sobre isso porque é assunto que dá mais um post inteiro.

Eu até adoraria explicar sobre a origem da Bíblia, como e por que ela foi escrita, sobre suas histórias fantásticas e intrigantes e tudo mais. Mas a minha proposta no momento não é essa. Dar essas explicações sairia um pouco fora do meu objetivo principal: que é tentar fazer com que as pessoas comecem a ampliar um pouco mais sua visão a respeito de Deus e sua Palavra e, assim, ir além do que comumente se ouve e vê por aí. Como eu disse láaaaa no início do segundo post: não vou dar tudo mastigadinho não! A minha proposta é tentar ensinar o caminho às pessoas, e não carregá-las no colo...heheheh. E como eu também disse láaaaaaa-aa-aa (mais lá ainda) no início do primeiro post: não pretendo também esgotar todo o assunto e nem dar todas as respostas sobre Deus, mas talvez eu possa ajudá-lo a fazer as perguntas certas.

Ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia não é um livro ultrapassado e difícil de entender. É certo que para entendê-la é preciso, antes de tudo, ter fé. Mas fé em que ou quem? Aí está o ponto chave da questão. Para quem não crê, ter fé significa aceitar tudo sem questionar, ser fanático ou algo parecido. Mas é justamente o contrário: a fé verdadeira nos leva uma reflexão profunda sobre nós mesmos e uma busca por mais intimidade com Deus, que é o nosso criador.
Os questionamentos devem ser feitos sim, mas eu devo começar a questionar minhas próprias atitudes. O problema é: onde conseguiremos as respostas para os nossos questionamentos?
Nesse sentido, a Bíblia é como um manual de instruções (ou até mesmo de sobrevivência) – e nada melhor do que um manual para saber como a “máquina” ser humano funciona. E, mais ainda, ninguém melhor do que o “projetista” para dizer o que fazer quando a “máquina” dá, por assim dizer, “defeito”.
O que devemos procurar de início é entender que a Bíblia não tem a intenção de responder a tudo o que nós queremos saber. Mas ela ensina o que nós precisamos e devemos saber.

Extremamente resumido, o que precisamos e devemos saber é que fomos criados por um Deus que nos ama, que quer fazer parte do nosso cotidiano e que se importa conosco; que esse Deus projetou-se para dentro de cada um de nós, e que não fomos nós que O projetamos a nossa imagem e semelhança; que Deus não quer que tenhamos medo dEle, mas exige no mínimo respeito de nossa parte, assim como um pai quer respeito do filho; que apesar de termos a tendência de nos afastarmos dEle, Ele nunca desistiu de nos chamar para perto da Sua presença, mas nós temos que ter a iniciativa de ir ao Seu encontro; que Deus é Santo e tem princípios e preceitos que são imutáveis e igualmente santos, e por isso não aceita o pecado, mas aceita o pecador arrependido; que apesar de sermos pecadores Ele não virou as costas para Sua criação e está disposto a fazer de nós filhos verdadeiros, ou seja, mais do que apenas criaturas; e que somente pela fé em Jesus, e aprendendo com Ele, é que podemos verdadeiramente nos tornar filhos de Deus; que esse Jesus foi a maior prova de amor que Deus poderia dar ao ser humano, e que a única coisa que Deus pede não é o seu dinheiro e nem seus bens, mas um coração que crê com sinceridade; que crer em Jesus é como eu disse no primeiro post: é arrepender-se, é andar em novidade de vida, é nascer de novo, é ser uma nova criatura e não uma pessoa “melhorada”, “boazinha” e cheia de “remendos”. Crer em Jesus é aceitá-lo como único Senhor e Salvador; é fazer a vontade de Deus por amor e não por medo ou interesse; e que, finalmente, Deus não mediu esforços para deixar, através de pessoas simples, todas estas e muitas outras coisas registradas em Sua Palavra para que tenhamos um norte para nossas vidas, para que saibamos como sobreviver neste mundo e para que não caiamos nas armadilhas de falsos mestres, falsos profetas e falsos pastores e religiões.
Esta foi apenas a síntese da síntese da síntese para que você tenha uma pequena ideia do que representa a Palavra de Deus.
Falar sobre a Bíblia para pessoas que não tem o hábito de lê-la, e não tem familiaridade com o assunto, não é algo muito simples. A minha proposta foi apenas fazer uma pequena introdução sobre a base da fé cristã que está alicerçada, obviamente, na Bíblia.

A ideia é mostrar o contraste entre o que a Palavra de Deus ensina e o que as igrejas que se dizem cristãs pregam. Por isso, penso que é válido falar um pouco sobre a Bíblia – para que os leitores possam, desde o início, entender melhor qual é o meu propósito.

Como eu disse no final do post anterior (que você deve ter lido), vou começar pelo ponto chave que é de onde desencadeia todo o processo de degradação do Evangelho de Cristo e a perversão da Palavra de Deus, ou seja, as heresias – que são os maiores problemas dessas “igrejas” que pregam quase que totalmente o inverso do que a Bíblia ensina.

Há igrejas, por exemplo, que pregam muito a prosperidade material e fazem disso o seu “negócio” principal. E estas igrejas estão abarrotadas de fiéis que querem ter suas vidas “abençoadas” – como se o fato de apenas estar bem financeiramente fosse um sinal de aprovação de Deus. É uma tremenda armadilha e a própria Bíblia (a mesma que eles usam) adverte sobre isso. Veja só o texto Bíblico a seguir:
“Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas desejos inúteis loucos e nocivos, que arrastam os homens para perdição e ruína.” (2 Timóteo 6.7-9)
Esta é só uma das passagens que falam sobre o assunto. Jesus ensinava que deveríamos juntar riquezas no céu, onde traça e a ferrugem não consome e nem os ladrões podem roubar. (Mateus 6.19-21)
Será que isso quer dizer que devemos todos fazer voto de pobreza senão não iremos para o céu?! Ora, não sejamos tão infantis! Não há problema algum em querermos ter uma vida confortável, etc. O problema é quando isso se torna o objetivo principal da nossa existência, ou seja, a nossa satisfação e realização pessoal é o que está em primeiro lugar. E é exatamente o que muitas dessas “igrejas” pregam por aí – e o pior de tudo que fazem isso em nome de Deus e se envolvem em muitos escândalos envergonhando o Evangelho de Cristo. Não preciso nem citar nomes, pois muitos conhecem os tais mercadores da Palavra de Deus, que são verdadeiros lobos disfarçados de ovelhas. Quem não tem conhecimento da Palavra, acaba sendo presa fácil para esses facínoras.

Outro exemplo de heresia é quando são adotados costumes e tradições, de determinado contexto histórico, e aplicados nos dias de hoje como se houvesse algum valor nessas práticas. Tem igreja, por exemplo, onde é pregada uma doutrina a respeito do uso do véu, na cabeça, pelas mulheres dentro da igreja. Essa heresia surgiu no meio de várias interpretações equivocadas que não levam em consideração o contexto histórico bíblico e fazem com que seus fiéis pratiquem não só este, mas muitos outros costumes e tradições que em nada acrescentam na vida das pessoas. O valor dado a estas regras pode chegar a ser maior do que a transformação e diferença que Jesus deve fazer na vida das pessoas.
Esta é só ponta do iceberg, pois existem vários outros ensinamentos que em nada edificam uma pessoa a torna vítima e escrava de um legalismo inútil.
O pior nem é a prática destas tradições e costumes, mas a reprovação e condenação para os membros que não as praticam.

Tem algumas heresias que são clássicas e vem se perpetuando ao longo da história. Posso compará-las a uma conta matemática que começou errada e continua sendo calculada tentando chegar ao resultado certo. Nós sabemos que isso não vai funcionar e que logicamente o meio mais eficaz para chegar ao resultado correto seria começar o cálculo novamente. Algumas dessas heresias são: a idolatria, os cultos aos “santos” e imagens. Todas as coisas que Deus abomina. Alguém me diga o que aconteceu com o 1º mandamento que fala sobre a idolatria e adoração às imagens (Êxodo 20.4-5). Outra heresia clássica é ensinar que Maria (a mãe de Jesus) e os santos podem interceder por nós – o que é uma baita mentira deslavada e infundada! Qualquer um que procurar, honestamente, não encontrará nenhum ensinamento bíblico que apoie essa doutrina. A Bíblia diz claramente que entre Deus e o ser humano há um só mediador, e que este mediador é Jesus (I Timóteo 2.5). Outra prática comum é a de orações repetidas como forma de penitência ou para alcançar alguma “graça divina”. Veja o que Jesus fala sobre isso: “E, orando, não usem de vãs repetições, como os gentios (pagãos), que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” (Mateus 6.7).
Com toda certeza eu posso dizer que uma conversa sincera com Deus é muito mais valiosa do que um cordão cheio de bolinhas.

Muito bem. Este é o momento de fazer uma pequena pausa para um café. Não! Não é pra você parar de ler e ir pro coffee break! Hehheheh... Essa foi uma maneira de chamar o leitor mais pra perto e deixar claro aonde eu quero chegar com tudo isso. Embora eu já o tenha dito em outros momentos, preciso lembrar aos meus leitores que estou propondo uma reflexão sobre aquela velha idéia de que “todos os caminhos levam a Deus”, “o importante é acreditar/apegar-se alguma coisa”, “que igreja é tudo igual” e etc. Até aqui já vimos que igreja não é tudo igual e que há diferenças gritantes entre o que a Bíblia ensina e o que essas igrejas que se dizem cristãs pregam.
Quero esclarecer também que não vim aqui, como muitos costumam fazer, pra condenar quem frequenta essas igrejas. Esse tipo de atitude seria contra a minha fé e eu estaria criando um sentimento de hostilidade contra aqueles que seguem essas práticas e crenças. Não é esse o objetivo! Sei que falar sobre estas coisas é quase como mexer num vespeiro e, por isso, estou tendo o cuidado de deixar claro que o que eu proponho aqui é uma reflexão sobre estas práticas e crenças absurdas que estão sendo ensinadas por aí e que estão conduzindo e induzindo as pessoas para a perdição ao invés da salvação.
Alguns podem estar se perguntando: com que direito alguém vem aqui dizer que essas doutrinas e práticas são absurdas. Estaria eu apenas criticando-as por não ser aquilo em que eu creio?!
Bem...se eu for explicar melhor, só desenhando mesmo. Penso que ninguém poderia dizer que uma linha está torta se não soubesse o que é uma linha reta. Usando esta mesma lógica é que eu trago à tona as doutrinas e práticas absurdas (linha torta) comparada com a Bíblia (linha reta). E nem adianta vir com aquele papinho de que “Deus escreve certo em linhas tortas”. Essa aí não cola mais, e já faz tempo. O fato é que Deus não escreve em linhas tortas, Ele endireita a linha para depois escrever. Mais uma vez eu apelo à honestidade do leitor, e peço que examine com sinceridade tudo o que escrevi sobre o assunto desde o primeiro post. Mais uma vez eu digo a vocês, meus queridos leitores, que antes de tudo precisamos ser honestos o bastante para admitir que estamos na via errada. Neste caso, o progresso significa voltar correndo para trás. Quanto mais cedo reconhecemos o erro, mais cedo chegaremos ao destino certo.
Mas será que é fácil tomar essa atitude de fazer o que é certo? Eu respondo: não! Não é fácil porque vivemos numa sociedade hipócrita, onde fazer o que é certo hoje em dia é só pra quem é trouxa. Além disso, espiritualidade hoje em dia “está na moda”. As pessoas, em geral, não tem nenhum problema em falar de Deus e de fé. O problema é quando Deus quer ser um Deus pessoal, que faz parte do nosso dia-a-dia, moldando o nosso caráter, nos levando a uma FÉ ATUANTE por meio do amor de Jesus. Apesar de termos que nadar contra a maré, eu digo, por experiência própria, que vale a pena (mas vale muito a pena mesmo!) abandonar essas tradições e falsos ensinamentos e viver uma vida de fé verdadeira com Cristo.
Muito bem. Pausa para o café feita, então continuemos separando o joio do trigo e mostrando mais alguns exemplos de doutrinas estranhas e heresias.

Ah, não! Vai ter que ficar para a próxima. É que...é que...(puxa, que desculpa eu vou dar agora?...) Ah, sim! Lembrei! É que o meu cachorro comeu o disquete onde eu salvei o texto, e daí deu pra recuperar só esta parte.
Não tá acreditando, né? Ok. Admito que forcei um pouquinho a barra a respeito do disquete, na verdade foi o pen-drive. Heheheheh...
Brincadeiras à parte, quero informá-los que haver mais um post (o nº 4) que será o último sobre o assunto. Já está no “forno”! Só não vou publicar agora que é pra não ficar muito extenso e cansativo.
So, that's all folks! Um abraço!

PS: o que vem por aí?!
Todos os caminhos levam a Deus?! (PARTE 4 - FINAL)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

TODOS OS CAMINHOS LEVAM A DEUS?! (PARTE 2)

Olá queridos leitores!

Se você leu o post anterior, espero que tenha entendido quem é Jesus, qual é a verdadeira mensagem de seu Evangelho e que nem todos os caminhos levam a Deus como se diz por aí. Se você não leu, recomendo que faça isso antes de continuar.

Bem, como havia prometido, abordarei o assunto sobre “igrejas” e suas doutrinas eu diria...no mínimo cabulosas. Será uma reflexão sobre o que a Bíblia diz e o que as igrejas que se dizem cristãs ensinam. Não dê uma de liso e pode continuar lendo aí. Pois é com você mesmo que eu quero falar. Sem mais delongas, vamos ao que interessa...heheheh

Eu poderia começar trazendo aqui todo o conceito bíblico de igreja e qual sua finalidade. Mas para não alongar ainda mais o texto, resolvi não ficar dando muitas explicações. E quer saber do que mais? Não vou dar tudo mastigadinho não, a minha proposta é tentar ensinar o caminho às pessoas, e não carregá-las no colo...heheheh.

Mas antes de expor as diversas doutrinas pra lá de suspeitas de algumas igrejas, quero antes de tudo propor uma outra reflexão a respeito de pelo menos quatro motivos básicos que levam as pessoas a acharem que não precisam ir a nenhuma igreja hoje em dia. Caso você se identifique com algum desses quatro motivos, então eles, na verdade, passarão a ser desculpas. (sonoplasta! risadinha do Mutley, por favor)


Alguns, por exemplo, pensam que igreja é um local perfeito, onde só tem gente perfeita e tudo é perfeitamente...perfeito. Este pensamento é no mínimo risível, pois qualquer pessoa sensata sabe que local onde tem ser humano nada é perfeito. Alguns até abandonaram a fé porque foram para uma igreja com esta expectativa de encontrar nela um paraíso – o que em minha opinião é uma tremenda ingenuidade. Na igreja você vai encontrar todo tipo de pessoa. Vai encontrar aqueles que vão para cumprir sua “obrigação religiosa” e “fazer um social”, outros que vão só pra fazerem número, outros vão à igreja para se entreterem porque pensam que a igreja é um clube, ou vão por tantos outros motivos que só Deus sabe. Mas é claro que você vai encontrar também pessoas que querem realmente fazer a vontade de Deus e que serão uma luz para outros mesmo dentro da igreja. Além disso, se igreja fosse local de gente perfeita não haveria sentido de estas pessoas “perfeitas” estarem lá, pois elas não teriam nada para aprender. Resumindo: não existe igreja perfeita, você não precisa ser perfeito para entrar em uma, e, se existisse uma igreja perfeita, ela deixaria de ser perfeita a partir do momento que EU ou VOCÊ entrássemos nela.

Outros já acham – e essa é clássica – que não precisam ir a nenhuma igreja para orar ou para servir a Deus, pois isto você pode fazer em qualquer lugar até mesmo porque Deus não está só dentro de uma igreja. É verdade, concordo plenamente: podemos servir a Deus em qualquer lugar, podemos orar em qualquer lugar (oração=conversar intimamente com Deus, abrir seu coração para Ele e não fazer umas “rezas”), podemos ler a Bíblia em qualquer lugar, podemos falar de Deus em qualquer lugar, podemos até pregar o Evangelho em qualquer lugar e nem precisamos ir à igreja para fazer tudo isto! Não é fantástico!?
Se você é desses que pensam assim, sejamos uma vez bem honestos. Quantas vezes num mês (preferi usar o mês como referencia pra depois não dizerem que estou “exigindo” demais); quantas vezes num mês você pratica todas estas coisas? Você e eu sabemos que por sua vontade própria você não abrirá uma Bíblia para estudar, você não tirará um tempo para oração (lembrando que oração não é reza) e você também não vai compartilhar suas experiências com outras pessoas. Você estará cansado, você terá compromissos “inadiáveis”, você terá que limpar a casa, lavar o carro, levar o cachorro para passear, brincar com seus filhos, fazer aquele trabalho da faculdade, você inventará qualquer outra coisa para fazer, menos praticar qualquer uma daquelas coisas que você mesmo acha que não precisa ser necessariamente numa igreja. Pois é...
Além disso, caminhada de fé carreira solo está fadada ao fracasso.
Por favor, me desculpem, mas eu sinceramente não consigo acreditar numa fé deste tipo: sem leitura da Palavra (que é onde podemos saber mais sobre Deus e sobre nós mesmos); sem comunhão sincera com Deus (que é para quem você abre sem medo seu coração); e sem comunhão com os irmãos na fé (que são pessoas tão imperfeitas como eu e você, mas com quem temos a oportunidade de, juntos, nos aperfeiçoarmos).
Sendo assim, voltamos ao que eu comentei no post anterior sobre a espiritualidade fajutex, onde a pessoa cria um deus domesticado e ativa-o de acordo com seus interesses – o que nada mais é do que uma crendice infantil.
A igreja – me refiro a uma igreja que ensina a Palavra de Deus de maneira honesta, sem flexioná-la para se encaixar em seus ensinamentos absurdos – certamente não deixará espaço para este tipo de fé. Então é por esse motivo também que muitos não freqüentam uma igreja, pois não querem nenhum compromisso – e nós sabemos que compromisso significa mudança de atitude. E é essa mudança de atitude é o que a maioria das pessoas menos querem.

Tem também aqueles – essa é outra clássica – que não vão à igreja porque pensam da seguinte forma: eu não mato, não roubo, não sou traficante, não sou dependente químico, não sou prostituta(o), não sou como aquele político safado que esconde a propina na cueca ou na meia(novo), não sou adúltero, etc. Então, se eu não sou como estes “caras maus”, a conclusão lógica é: eu sou uma pessoa boa, logo, se existir um Deus, tenho “crédito” com Ele e nem preciso destas besteiras de igreja, Bíblia e oração, pois estas coisas são para aqueles pecadores miseráveis.
Pois é...no fundo, talvez tudo o que Deus queira mesmo do ser humano é que ele apenas se compare com “gente da pior espécie” e se sinta bem por não fazer o que essa gente faz, criando assim pessoas dissimuladas, cínicas, egoístas ou contentes consigo mesmas. E é justamente nessa “caixa preta” do ser humano que Deus vai mexer.
  
E finalmente – não menos importante – há aqueles que não querem saber de igreja porque pensam que todas são iguais, todas só querem dinheiro e toda aquela papagaida que a gente está acostumado a ouvir. Eu chamo isso de papagaida porque pessoas que “pensam” assim apenas repetem o que se ouve por aí, mas não se dão ao trabalho de refletir por pelo menos cinco segundos sobre o que estão falando. Dizer que todas as igrejas e todos os cristãos são iguais é uma grande irresponsabilidade e pessoas que fazem isso só plantam uma semente de hostilidade e o que colhem são críticos perversos que não examinam o conteúdo de suas palavras.

Quero dizer que há sim igrejas e cristãos sérios que têm um compromisso com a Palavra de Deus; e quem não estuda e não conhece o conteúdo da Bíblia, fica escandalizado com as coisas que acontecem hoje em dia dentro e fora das igrejas.
Uma coisa que Jesus deixou claro é que nem todo aquele que O chama de Senhor entrará no Reino dos Céus, todos esses que dizem fazer obras em seu nome terão uma surpresa quando estiverem diante dEle e ouvirão: nunca os conheci, saiam de perto de mim vocês que praticaram a injustiça. (Mateus 7.23)
O que está acontecendo não é nenhuma novidade. Jesus alertou sobre as falsas doutrinas, sobre os falsos mestres e falsos profetas que viriam em pele de cordeiro, mas por dentro são lobos devoradores. (Mateus 7.15) O apóstolo Pedro disse com todas as palavras que falsos profetas, falsos doutores, por apego sórdido ao dinheiro, fariam comércio de seus fiéis. (II Pedro 2.3)
Mas quantos dos que estão lendo este texto sabiam disso? Lembram o que eu disse no post anterior sobre o que as pessoas conhecem a respeito de Jesus?
Se o ser humano aplicasse o seu coração a conhecer verdadeiramente a Deus, saberia perfeitamente destas e muitas outras coisas e as ensinaria aos outros como eu, por exemplo, estou tentando fazer. Mas ao invés disso, a maioria prefere apenas apontar o dedo e criticar.
Jesus avisou também que seria INEVITAVEL que viessem escândalos, mas ai daqueles por quem os escândalos vierem. Melhor seria que amarrassem uma corda no pescoço e se lançassem ao mar.(Lucas 17.1)
Diante de tantos escândalos as pessoas perguntam: onde está Deus que deixa essas coisas acontecerem. Mas eu pergunto: quem se dispõe a conhecer a Deus verdadeiramente e ajudar os cegos a enxergarem? Isto é amar. Mas amar dá muito trabalho. Então a via mais fácil é apontar para os erros daqueles que deveriam estar amando de fato ao invés de buscar entendimento com aqueles que estão amando de fato. Quando se chega diante de questões como essa, é bem mais fácil virar as costas e sair esbravejando.

Como eu disse no início deste parágrafo, quando se fala em igreja costuma-se generalizar e a palavra igreja é usada para toda e qualquer igreja, como se não houvesse distinção entre elas.
A minha intenção era fazer justamente isso, de dar “nome aos bois”. Mas para não polemizar demais, e ser mal interpretado, vou usar outra forma de expor o que é uma Igreja que está de acordo com a vontade de Deus, ou seja, que tem um compromisso com a Sua Palavra e a sã doutrina; e o que são Higrejas que desvirtuam completamente os preceitos verdadeiros de Deus para criarem um deus segundo suas concepções. Para muitos vai ser algo chocante e até assustador.
Vai se segurando aí, pois é mais ou menos daqui em diante que a “porca começa a torcer o rabo”.

Provavelmente muitos dos que estão lendo este texto conseguirão identificar facilmente de quem estou falando até mesmo por fazerem parte de uma dessas igrejas (algumas são seitas). É como eu disse lá no comecinho do outro post (talvez você nem lembre mais), em alguns momentos você vai me detestar, negar tudo que estou falando, me chamar de mentiroso, prepotente, arrogante, pretensioso e tudo mais. Algumas vezes você terá até vontade de me socar.
Só quero atentem para uma coisa: se estas que se dizem igrejas de Cristo, e os que estão nelas, aceitam a Bíblia como base de sua fé, e se nessa mesma Bíblia, Deus deixa bem claro seus preceitos e que não abre mão deles, e estas mesmas igrejas ensinam o contrário do que está escrito, e as pessoas que estão nelas aceitam tudo isso, então o problema delas é com Deus e a Palavra dEle , e não comigo.

Olha queridos...eu penso que antes de tudo precisamos ser honestos o bastante (e isso requer uma atitude que não é nada fácil de tomar) para admitir que estamos na via errada. Neste caso, o progresso significa voltar correndo para trás. Quanto mais cedo reconhecemos o erro, mais cedo chegaremos ao destino certo. Quero que entendam que o Evangelho de Cristo tem um compromisso, além do amor e da justiça, com a verdade e isto não pode ser ignorado – e todos nós sabemos que a verdade incomoda e só não vai fazer efeito a menos que pessoa seja completamente dissimulada ou esteja com sua consciência anestesiada.

Vou começar pelo ponto chave que é de onde desencadeia todo o processo de degradação do Evangelho de Cristo e a perversão da Palavra de Deus, ou seja, as heresias – que são os maiores problemas dessas “igrejas” que pregam quase que totalmente o inverso do que a Bíblia ensina.
Ah, sim! O que é uma heresia? Uma heresia é quando uma alguém pega algo de um contexto sólido e tenta encaixá-lo dentro de outro contexto que nada tem a ver com primeiro – o que acaba se transformando num absurdo, num contra-senso, numa incoerência. É mais ou menos como se você estivesse montando um quebra-cabeça e tentasse de todo jeito encaixar uma peça de outro quebra-cabeça onde não é o lugar dela.
Penso que com esse exemplozinho dá para ter uma idea do que se trata. Quando eu começar a dar exemplos de algumas heresias você vai entender melhor como acontece isso na prática com as chamadas “igrejas”.

Ihhhh...acabei me alongando demais no texto. Pois é, o resto vai ter que ficar para o próximo post. Talvez você tenha ficado curioso, mas por enquanto vai pensando aí em tudo que escrevi. Espero que você pondere com sinceridade sobre tudo o que falei a respeito de ir ou não à igreja e, se Deus tocou seu coração, fique atento ao próximo post, pois vou dar umas “dicas” de onde você realmente não deve ir.

Um abraço a todos!

PS: o que vem por aí?!
Todos os caminhos levam a Deus?! (PARTE 3) – Separando o joio do trigo.