Dando sequência ao circuito de posts “Todos os caminhos levam a Deus?!”, vamos à terceira parte desse tema. Eu sei, eu sei....demorou pra chuchu para sair esse post. Prometo que não serei mais negligente e que escreverei com mais frequência. Estou pensando em textos menores – umas cronicazinhas, quem sabe.
Muito bem. Se você não leu os posts anteriores, mais uma vez recomendo que faça isso antes de continuar. Oras bolas, deixe de ser preguiçoso(a), vai lá no primeiro e no segundo post, leia tudinho (leitura dinâmica não vale hein!) e depois comece a ler este terceiro. Faço esta recomendação para que você entenda desde o início qual é o meu propósito e não saia por aí falando abobrinhas. Isso até tem um pouco a ver com o conteúdo do que vou escrever agora. É preciso examinar o contexto com cuidado, e refletir sobre ele para não correr o risco de sair por aí falando bobagens.
Eu até adoraria explicar sobre a origem da Bíblia, como e por que ela foi escrita, sobre suas histórias fantásticas e intrigantes e tudo mais. Mas a minha proposta no momento não é essa. Dar essas explicações sairia um pouco fora do meu objetivo principal: que é tentar fazer com que as pessoas comecem a ampliar um pouco mais sua visão a respeito de Deus e sua Palavra e, assim, ir além do que comumente se ouve e vê por aí. Como eu disse láaaaa no início do segundo post: não vou dar tudo mastigadinho não! A minha proposta é tentar ensinar o caminho às pessoas, e não carregá-las no colo...heheheh. E como eu também disse láaaaaaa-aa-aa (mais lá ainda) no início do primeiro post: não pretendo também esgotar todo o assunto e nem dar todas as respostas sobre Deus, mas talvez eu possa ajudá-lo a fazer as perguntas certas.
Ao contrário do que muitos pensam, a Bíblia não é um livro ultrapassado e difícil de entender. É certo que para entendê-la é preciso, antes de tudo, ter fé. Mas fé em que ou quem? Aí está o ponto chave da questão. Para quem não crê, ter fé significa aceitar tudo sem questionar, ser fanático ou algo parecido. Mas é justamente o contrário: a fé verdadeira nos leva uma reflexão profunda sobre nós mesmos e uma busca por mais intimidade com Deus, que é o nosso criador.
Extremamente resumido, o que precisamos e devemos saber é que fomos criados por um Deus que nos ama, que quer fazer parte do nosso cotidiano e que se importa conosco; que esse Deus projetou-se para dentro de cada um de nós, e que não fomos nós que O projetamos a nossa imagem e semelhança; que Deus não quer que tenhamos medo dEle, mas exige no mínimo respeito de nossa parte, assim como um pai quer respeito do filho; que apesar de termos a tendência de nos afastarmos dEle, Ele nunca desistiu de nos chamar para perto da Sua presença, mas nós temos que ter a iniciativa de ir ao Seu encontro; que Deus é Santo e tem princípios e preceitos que são imutáveis e igualmente santos, e por isso não aceita o pecado, mas aceita o pecador arrependido; que apesar de sermos pecadores Ele não virou as costas para Sua criação e está disposto a fazer de nós filhos verdadeiros, ou seja, mais do que apenas criaturas; e que somente pela fé em Jesus, e aprendendo com Ele, é que podemos verdadeiramente nos tornar filhos de Deus; que esse Jesus foi a maior prova de amor que Deus poderia dar ao ser humano, e que a única coisa que Deus pede não é o seu dinheiro e nem seus bens, mas um coração que crê com sinceridade; que crer em Jesus é como eu disse no primeiro post: é arrepender-se, é andar em novidade de vida, é nascer de novo, é ser uma nova criatura e não uma pessoa “melhorada”, “boazinha” e cheia de “remendos”. Crer em Jesus é aceitá-lo como único Senhor e Salvador; é fazer a vontade de Deus por amor e não por medo ou interesse; e que, finalmente, Deus não mediu esforços para deixar, através de pessoas simples, todas estas e muitas outras coisas registradas
A ideia é mostrar o contraste entre o que a Palavra de Deus ensina e o que as igrejas que se dizem cristãs pregam. Por isso, penso que é válido falar um pouco sobre a Bíblia – para que os leitores possam, desde o início, entender melhor qual é o meu propósito.
Como eu disse no final do post anterior (que você deve ter lido), vou começar pelo ponto chave que é de onde desencadeia todo o processo de degradação do Evangelho de Cristo e a perversão da Palavra de Deus, ou seja, as heresias – que são os maiores problemas dessas “igrejas” que pregam quase que totalmente o inverso do que a Bíblia ensina.
Há igrejas, por exemplo, que pregam muito a prosperidade material e fazem disso o seu “negócio” principal. E estas igrejas estão abarrotadas de fiéis que querem ter suas vidas “abençoadas” – como se o fato de apenas estar bem financeiramente fosse um sinal de aprovação de Deus. É uma tremenda armadilha e a própria Bíblia (a mesma que eles usam) adverte sobre isso. Veja só o texto Bíblico a seguir:
Outro exemplo de heresia é quando são adotados costumes e tradições, de determinado contexto histórico, e aplicados nos dias de hoje como se houvesse algum valor nessas práticas. Tem igreja, por exemplo, onde é pregada uma doutrina a respeito do uso do véu, na cabeça, pelas mulheres dentro da igreja. Essa heresia surgiu no meio de várias interpretações equivocadas que não levam em consideração o contexto histórico bíblico e fazem com que seus fiéis pratiquem não só este, mas muitos outros costumes e tradições que em nada acrescentam na vida das pessoas. O valor dado a estas regras pode chegar a ser maior do que a transformação e diferença que Jesus deve fazer na vida das pessoas.
Tem algumas heresias que são clássicas e vem se perpetuando ao longo da história. Posso compará-las a uma conta matemática que começou errada e continua sendo calculada tentando chegar ao resultado certo. Nós sabemos que isso não vai funcionar e que logicamente o meio mais eficaz para chegar ao resultado correto seria começar o cálculo novamente. Algumas dessas heresias são: a idolatria, os cultos aos “santos” e imagens. Todas as coisas que Deus abomina. Alguém me diga o que aconteceu com o 1º mandamento que fala sobre a idolatria e adoração às imagens (Êxodo 20.4-5). Outra heresia clássica é ensinar que Maria (a mãe de Jesus) e os santos podem interceder por nós – o que é uma baita mentira deslavada e infundada! Qualquer um que procurar, honestamente, não encontrará nenhum ensinamento bíblico que apoie essa doutrina. A Bíblia diz claramente que entre Deus e o ser humano há um só mediador, e que este mediador é Jesus (I Timóteo 2.5). Outra prática comum é a de orações repetidas como forma de penitência ou para alcançar alguma “graça divina”. Veja o que Jesus fala sobre isso: “E, orando, não usem de vãs repetições, como os gentios (pagãos), que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” (Mateus 6.7).
Muito bem. Este é o momento de fazer uma pequena pausa para um café. Não! Não é pra você parar de ler e ir pro coffee break! Hehheheh... Essa foi uma maneira de chamar o leitor mais pra perto e deixar claro aonde eu quero chegar com tudo isso. Embora eu já o tenha dito em outros momentos, preciso lembrar aos meus leitores que estou propondo uma reflexão sobre aquela velha idéia de que “todos os caminhos levam a Deus”, “o importante é acreditar/apegar-se alguma coisa”, “que igreja é tudo igual” e etc. Até aqui já vimos que igreja não é tudo igual e que há diferenças gritantes entre o que a Bíblia ensina e o que essas igrejas que se dizem cristãs pregam.
Ah, não! Vai ter que ficar para a próxima. É que...é que...(puxa, que desculpa eu vou dar agora?...) Ah, sim! Lembrei! É que o meu cachorro comeu o disquete onde eu salvei o texto, e daí deu pra recuperar só esta parte.

